Com o ano chegando ao fim, tendemos a realizar uma análise do que vivenciamos e, consequentemente, sobre nossas possibilidades financeiras para o próximo ano. E quando chegamos à conclusão de que a empresa está passando por um processo de crise financeira, o que devemos fazer?

Primeiramente, precisamos manter o nosso fluxo de caixa ainda mais organizado, para termos clareza nas decisões que precisam ser tomadas, para que este processo de crise passe da forma mais “saudável” possível sobre o negócio.

Não tenha vergonha em negociar!

Muitas vezes tendemos a esgotar todo tipo de solução a curto prazo, antecipando recebíveis e até buscando empréstimo para sanar momentaneamente o problema. A reação é lógica, mas muitas vezes insuficiente, pois tende a “mascarar” o problema a longo prazo. Quanto mais cedo sentarmos para negociar prazos com parceiros e fornecedores, melhor! A negociação evita problemas de fornecimento e também excesso de cobrança num momento complicado.

“Quando tomamos a atitude de negociar com fornecedores, a empresa fica com a reputação mais fortalecida, pois transparece maturidade na gestão financeira.”

Aumentar as vendas nem sempre é a solução!

Normalmente pensamos: fluxo de caixa é controle de entrada e saída de dinheiro, se entrar mais vendas, ótimo, certo? Às vezes não! Porque as vendas necessitam de algum capital de giro para acontecer, e muitas vezes, pela situação do fluxo, pode não haver este capital disponível — ou pior, assume-se contratos de risco, onde pode acontecer inadimplência e/ou baixa rentabilidade, comprometendo ainda mais a liquidez do fluxo.

“Acredite, neste momento é necessário ponderar esta possibilidade, pois vendas demandam algum capital de giro, que possivelmente seu fluxo não tenha.”

Reestruturação de custos e gastos!

Se mexemos no volume de vendas, precisamos compensar e alinhar toda a estrutura de custos e gastos financeiros. Esta reestruturação terá que ter como base coisas que custam e coisas que não custam. Por exemplo: mandar embora funcionários terá um custo a curto prazo, pois deverá arcar com rescisões. Já rever contratos com fornecedores visando uma economia financeira não terá custo e reverterá significativamente em fluxo.

Na prática, o que pode ser feito?

Se você tem problemas de caixa, faça antes de tudo a reflexão: esse problema é tático, por conta da inadimplência dos clientes ou baixa nas vendas, ou estrutural, por conta da viabilidade econômica de sua empresa?

Se a resposta for de nível tático, faça o planejamento e a projeção do caixa (budget), desenhe um processo de cobranças e não tenha medo de negociar com os fornecedores. Se o problema for estrutural, revisite seu modelo de negócios, considerando a concorrência, as forças de mercado e as tendências.

Para isso, tenha ao seu lado um consultor BÊ À BÁ dos negócios, capaz de te dar suporte estratégico na tomada de decisão.

“É em momentos de crise que o empreendedor tem maior responsabilidade de assumir o leme do barco, e doar o seu melhor.”